Antevisão, Liga NOS

Sun Tzu ensina, aprende quem quiser…

Rui Vitória escreveu um livro “A arte da guerra para treinadores”. Não estando a tirar mérito ao livro do nosso treinador (até porque nunca o li), o original e mundialmente conhecido “A Arte da Guerra” de Sun Tzu ensina-nos (a quem quiser aprender pois claro) um conjunto de valiosas lições.
Há 2 anos, Jorge Jesus não seguiu um dos ensinamentos do general e deu-se mal. Em vez de deixar o adversário (Benfica) definhar e acabar por morrer, começou a espicaçá-lo, levando-o a encontrar forças onde este achava que já não tinha e no final da época acabou por se dar mal.
Serve agora este brilhante livro para fazer Rui Vitória pensar na estratégia que deverá pôr em prática domingo frente ao Vitória de Setúbal.
Sun Tzu diz-nos:
“Do not repeat the tactics which have gained you one victory, but let your methods be regulated by the infinite variety of circumstances.”
ou
“When you are successful in using one method it is very tempting to repeat this. Yet military success often comes from the surprise created. Lightning is very unlikely strike the same thing twice. It is similarly very unlikely that the same tactic will create the same surprise twice (at least against the same enemy).”
Claro que os jogadores que jogarão serão diferentes, mas até que ponto é que não faria sentido regressar ao 4-4-2? Para nós fazia todo o sentido, pois:

  • o Setúbal não estaria à espera e toda a sua preparação baseada em 4-3-3 teria sido em vão;
  • a equipa ataca muito melhor em 4-4-2 do que em 4-3-3;
  • nunca conseguiremos preparar o jogo no Dragão jogando contra o Setúbal, por isso a premissa “temos que jogar em 4-3-3 para treinar para o Dragão” não é verdadeira;
  • é o Setúbal…jogamos em casa… a sério que vamos jogar outra vez só com um avançado?

Esperamos efetivamente um jogo mais difícil do que o jogo da taça, mas atenção, o Setúbal não é sequer das melhores equipas do nosso campeonato, por isso não há qualquer razão para que, qualquer que seja a estratégia e quaisquer que sejam os jogadores que entrem em campo, a resposta não seja positiva e o resultado favorável.

E vocês qual seria a tática que escolheriam? Porquê?

4 Comments

  1. David

    Olá boa noite.
    O meu onze seria:
    Varela
    Douglas, Lisandro, Jardel, grimaldo
    Rafa, samaris, krovinovic, cervi
    Seferovic, Jimenez

  2. Felizberto Vermelhóide

    Não dou grande importância à disposição em campo dos jogadores (bom para os teóricos da bola), dou mais à sua forma física e mental. Mais importante que a disposição no terreno, a dinâmica dos jogadores, que depende da sua capacidade física, mental e técnica, é que manda.
    É isso que terá de ser gerido pela equipa de treinadores. Toda a gente fala no Rui Vitória, mas na minha opinião o staff que está ao seu lado e que o assessoria em várias valências, e não me refiro apenas aos outros treinadores de campo, são tão ou mais importantes.
    Algo que 99,9% dos adeptos ignoram, por isso criticam tanto sem saber do que falam.
    Temos de ganhar ao Setúbal para depois ir ganhar lá acima ao antro dos grunhos.

  3. 4-4-2 ou 4-3-3? O melhor para o Jonas ou o melhor para o Krovinovic?
    Um dilema ou diferentes soluções para diferentes problemas?
    É a questão da época, acho eu. Procurei falar sobre isso em:
    https://chamaqueanima.blogspot.pt/2017/11/4-4-2-vs-4-3-3-jonas-vs-krovinovic.html
    Para Domingo, 4-4-2 com Jonas a 9 e meio e Krovi a 8.
    Força BENFICA!

  4. Edson Arantes do Nascimento

    A questão que me incomoda nesta conversa é que a larga maioria das pessoas defende o 433 porque acha que isso garante mais qualidade no meio-campo, tanto a defender como a atacar. Ora, isto é uma parvoíce. Se o futebol fosse geometria seria tudo muito mais fácil. Como se viu em Moscovo e um pouco em Guimarães o Benfica jogou com bloco baixo e à espera do adversário e não se importava de não ter a bola. O problema são as ideias que a equipa leva para dentro de campo. Em 95 por cento dos jogos, o Benfica não pode jogar em bloco baixo, à espera do adversário e satisfeito por não ter bola! É uma heresia! O Benfica deve entrar para esmagar, com o devido respeito, e para dominar os adversários durante 90 minutos. Porque a qualidade individual nestes 95 por cento de jogos é incrivelmente favorável ao Benfica. Agora, pelo que observo e com as ideias que vamos vendo, só me passa pela cabeça jogar em 442. Se for para termos ideias convincentes e os melhores dentro de campo, podem entrar com a geometria que bem entenderem.

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