Antevisão, Champions League

O Teatro dos (nossos) sonhos!

Muitos dos adeptos do Benfica dizem que o jogo em Manchester e a fase de grupos já foram por água abaixo. A estatística apoia-os e a realidade é que será muito difícil contrariar a previsão.
Talvez por isso, este será porventura o jogo mais fácil que o Benfica terá esta época, porque é o único que mesmo perdendo, ninguém achará estranho e não advirão daí grandes consequências (caso não estejamos a falar de uma embaraçosa goleada…).
Por essa razão, e de forma a mostrar o bem que defendemos, estamos em crer que Rui Vitória alinhará com um 11 muito defensivo e exclusivamente preocupado em defender. Já resultou em Madrid frente ao Atlético por exemplo, e poderá resultar em qualquer outro jogo porque a bola é redonda e são 11 para cada lado. Só por isso.
Nós preferíamos jogar com algo completamente diferente e tentar assumir as despesas do jogo.
Na defesa, Douglas seria uma obrigação (pela lesão de André Almeida) e Samaris uma escolha para jogar ao lado de Rúben Dias. Jardel não está fisicamente apto para jogar (como demonstraram os últimos jogos que fez) e Lisandro não sabe defender. Como vantagem adicional, o grego constrói muito melhor do que qualquer um dos sul-americanos. Era apelar à sua concentração em todos os momentos e estamos em crer que o grego poderia surpreender bastante pela positiva.
Sabemos que João Carvalho não está convocado, mas não resistimos em colocá-lo no 11. Já basta Krovinovic não estar inscrito e esse não podermos mesmo colocar. Já o português foi opção de Rui Vitória ficar fora das suas escolhas e se fôssemos nós a optar, era direitinho lá para dentro no Teatro dos Sonhos.
Taticamente, o que poderia sugerir um 4-3-3, seria na realidade um 4-4-2 losango que tentaria explorar as escolhas defensivas que José Mourinho tem atualmente. O português opta pelos centrais a marcarem mais em cima, o que muitas vezes provoca arrastamentos para fora de posição. A fazer esse papel de arrastar os centrais para fora da linha defensiva, Jonas. Em vez de termos uma referência atacante, Jonas seria um falso pivot ofensivo, com o único objetivo de criar espaço nas suas costas para as diagonais interiores sem bola de Zivkovic e Rafa, com o brasileiro a surgir apenas numa 2ª vaga. A servir os dois extremos na profundidade, Pizzi e João Carvalho. A dar largura, os laterais.
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Ofensivamente, um 11 muito mais capaz de ter bola, com muitos jogadores a povoarem a zona central. Preocupação grande em ter uma boa reação à perda (momento mais forte do Man. Utd.), com muitos jogadores na zona da bola. O trio da frente teria uma missão muito exigente, pois estariam expostos a uma grande carga física pelo constante carrossel a que seriam sujeitos. Cada bola que entrasse nas costas da defesa dos Red Devils trataria de lhes colocar a forma física (ou a disponibilidade física) de novo nos píncaros.
Transição ofensiva com os mesmos conceitos: Jonas a baixar e os extremos preocupados  em entrar por dentro em profundidade.
Defensivamente seria um 4-1-4-1, com Jonas (o 1 da frente) claramente a descansar neste momento e preocupado apenas em fechar a saída pelo meio. Ativar pressão apenas quando a bola entrasse nos médios – de forma a ter a equipa mais junta, com menor distância entrelinhas.
Svilar, Grimaldo, Samaris, Rúben Dias e Douglas; Fejsa, Pizzi, João Carvalho e Jonas; Rafa e Zivkovic.
#osbonssaoparajogar

O que é que vos parece?

2 Comments

  1. Fernando Aguiar

    Eu voto Chalana para a equipa técnica e já! =D
    « (caso não estejamos a falar de uma embaraçosa goleada…)» – Se levamos 5 em Basileia e ficámos “felizes” por parar aos 5 , esta para ser embaraçosa teria de superar esses 5 ou os 7 de Vigo?

  2. Ter um meio campo fabuloso desses e depois estarem manietados a lateralizar pelas ideias do Stor Rui, seria um sacrilégio,

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