Análise

A tática do pirilau ou pirilau na tática?

Ontem lançámos a pergunta que não se impõe mas que tantos continuam a fazer… deve ou não Rui Vitória aproveitar esta pausa para proceder à mudança do esquema tático da equipa?
A maioria dos nossos leitores concorda connosco e a pergunta não se impõe porque neste momento nenhum dos problemas do atual Benfica passa pela componente tática. O esquema tático é apenas um ponto de partida a partir do qual se desdobram os restantes posicionamentos; uma matriz organizacional para que cada um tenha uma referência sobre o que se pretende que ele faça. Mais do que jogar num 4-4-2 ou num 4-3-3, o importante é o critério dos jogadores que escolhemos para desempenharem o papel que lhes estará destinado e na definição das dinâmicas que queremos impor.
Para além do mais, neste momento, o aspeto mais positivo que a equipa do Benfica apresenta é mesmo…o tático! Por incrível que possa parecer, e até porque Rui Vitória não é, de todo, um “mestre-da-tática”, é a organização que o Benfica apresenta em campo aquilo que a equipa tem de melhor. Os jogadores nunca estão perdidos em campo e sabem exatamente o papel que cada um tem que cumprir. Taticamente, não tem havido problemas. Os erros têm sido individuais e de falta de dinâmicas especialmente em organização ofensiva.
Nesta altura, o pior que Rui Vitória poderia fazer seria alterar a tática ao invés de se preocupar em alterar as dinâmicas e os jogadores. Já aqui explicámos a maior razão dos maus resultados do Benfica e é nesse ponto e na melhoria das dinâmicas da equipa que a equipa técnica se tem que focar. É tempo de fazer um pirilau às táticas!
Ainda esta semana tentaremos dissecar o principal problema do Benfica em organização ofensiva.
 

1 Comment

  1. Fernando Aguiar

    Estou imensamente curioso com a análise ao momento ofensivo, mas havendo tempo para isso também não me importava nada de ver uma análise ao momento defensivo. Não pelo jogo de Basileia, mas a forma como todos ficam a dormir no golo do Marítimo parece ser indicador de um certo desnorte. Isso e a incapacidade de gerirmos perdas de bola que, por motivos de qualidade individual, têm sido mais frequentes este ano.

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