Antevisão

"Equipa que ganha não se mexe." Mas perdemos, e agora?

Esta é uma das máximas que reina no futebol há já muitos anos e que é a de que “equipa que ganha não se mexe.” E quando se perde? Muda-se o 11 todo? Muda-se uma parte? A resposta correta está em perceber o que aconteceu quando se perdeu.
O Benfica vem de uma má exibição frente ao Portimonense e de um mau resultado frente ao CSKA. Após a receção no Hotel de uma dezena de adeptos a demonstrarem o descontentamento, a equipa quererá mais do que nunca dar uma resposta positiva.
Face aos indicadores que analisámos aqui e aqui, a exibição não foi tão má quanto o resultado pode fazer crer. Pelo discurso de Rui Vitória, a vitória deveria-nos ter sorrido e por isso, será de esperar um 11 exatamente igual ao que começou a última partida. É hora de ser coerente entre as ações e o discurso; quando se diz que a equipa esteve bem e fez por merecer ganhar o jogo, então há que picar os jogadores e dizer que é o mesmo 11 que vai lá para dentro e vai ter a hipótese de mostrar que o último resultado foi apenas fruto da falta de sorte.
Hoje, com o mesmo 11, o Benfica terá que dar uma demonstração factual daquilo que é capaz de fazer. Acreditamos que a fase má já passou e está na hora de virar a página, ganhar confiança através de exibições e resultados para depois poder corrigir alguns aspectos que estão menos bem.
Sem Fejsa e sem Jardel, mas com muitos adeptos nas bancadas, este é o jogo para fazer xeque-mate a todas as dúvidas que assolam o Universo Benfiquista. De muitos, somos um que se destaca, pela mística, pelos adeptos e por tudo o que envolve o nome “Sport Lisboa e Benfica”. Só #Juntos conseguiremos caminhar #RumoAoPenta!
6ª Jornada - 11 inicial.jpg.png
 

5 Comments

  1. Fernando Aguiar

    No jogo do Bessa fica a nu que mais do que os 11 que entram, a lógica de bombear bolas, a mesma dos primeiros 5 meses de RV no Benfica, não dá os frutos que RV quer. Vimos a equipa desnorteada a cruzar para “ali” passados 4/5 metros da linha de meio campo.
    O lance que traduz tudo foi ali na segunda parte, não me lembro do minuto, mas Pizzi mete-se num nó de 3 adversários, tira a bola de lá redondinha para Ziv na esquerda que, ao segundo toque, cruza à parva para ninguém. Culpa do jogador? Seria, se o mesmo movimento não tivesse já sido visto num tal de Nico Gaitán há dois anos, quando sem adversários para entrar na área cruzava à parva.
    Por mim podem entrar os mesmos 11 (Lisandro na bancada como convém) que, mais do que os golos fortuitos dos adversários, preocupa-me é a incapacidade gritante do ataque Glorioso. Ironicamente o sector que não perdeu metade dos pesos-pesados…

  2. Ruben Pedro

    Eu tentava o 4-3-3 equilibrado da seguinte forma:
    12 Julio Cesar
    8 Douglas, 4 Luisão, 2 Lisandro, 3 Grimaldo
    5 Fejsa, 21 Pizzi, 20 Krovinovic
    11 Gabriel, 10 Jonas, 9 Raul

  3. Ruben Pedro

    Com estes jogadores até conseguimos jogar em 4-4-2 puro em diversos momentos do jogo, se for necessário. Jogando Krovinovic mais na ala esquerda e Gabriel na ala direita.
    Agora não há muito tempo para experiências, mas acho que resultaria muito bem..

  4. Ruben Pedro

    (…) ou seja, seria reforçar cada um dos sectores com reforços p/época 17/18, neste caso Douglas na defesa, Krovinovic na linha média e Gabriel na frente de ataque

  5. Fernando Aguiar

    Para começar Lisando está a titular. Se a ideia é ganhar o jogo, não percebo bem o que faz aí. É para jogar a falso ponta de lança?
    Segundo, com o tipo de jogo que temos, pouco importa o fetiche que alguns têm com o 433. O 433 ou o 442 ou o 352, 343, 532,523, 640, o que quer que seja dependem das rotinas que o treinador implementa. Até a malta do FM percebe isso, agora que as Strikerless Tactics dominam o jogo.
    Portanto, enquanto a tática do Benfica for bombear bolas para a aleatoriedade, será que faz tanta diferença jogar com 3, 2 ou 1 avançado?

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