Depois de na última jornada termos recebido e vencido o recém promovido à Liga NOS, Portimonense com uma exibição muito abaixo daquilo que a nossa equipa é capaz e de a meio da semana termos perdido uma excelente oportunidade de iniciarmos a nossa campanha na Champions deste ano com uma vitória, temos de no dia de hoje deixar para trás o que aconteceu nestas ultimas semanas e vencer num terreno que não tem sido fácil para o Sport Lisboa e Benfica.
O Boavista enfrentou esta semana uma mudança no comando técnico, sendo difícil fazer uma análise das dinâmicas e princípios da equipa, que como nós sabemos são sempre diferentes de treinador para treinador.
Apesar de Jorge Simão assumir na conferência de imprensa de antevisão ao jogo que vai “aproveitar o que de bom tem sido feito e não mexer muito” aproveitando também para “observar, dando um cunho pessoal, a ideia é agarrar o que tem sido feito de bom”
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Daquilo que temos visto esta época do Boavista é uma equipa que tem alinhado num 1-4-2-3-1 com Vagner na baliza, Edu Machado a lateral direito e Vitor Bruno na lateral esquerda (Talocha foi opção no último jogo frente ao Vitória) e a dupla de centrais composta por Rossi e Sparagna. Os dois do meio campo são Idris, que se assume com tarefas mais defensivas, aparecendo muitas vezes como o “6” da equipa, acompanhado, esperamos nós, de Gilson (Rochinha tem sido opção, mas Gilson dará mais músculo ao meio campo, algo que agrada a Jorge Simão), à esquerda jogará Kuca um extremo virtuoso que tenta diagonais e 1×1 várias vezes durante o jogo, Renato Santos à direita é outro dos extremos da equipa, boa capacidade de drible e velocidade, o extremo formado em Alvalade irá com toda a certeza tentar provocar danos na ala esquerda do Benfica. A “10” joga o inquestionável Fábio Espinho, boa qualidade de passe e bom nas bolas paradas, é o elemento que mais cria na formação boavisteira. Na frente a dúvida estará entre Ivan Bulos e Leonardo Ruiz que têm vindo a dividir a titularidade.

O Boavista é uma equipa que a defender posiciona-se num 1-4-4-1-1, desdobrando-se várias vezes para um 1-4-4-2 dependendo dos elementos que participam na construção do adversário. A sua fase de construção é muitas vezes abdicada desde a saída de bola. Procura tirar profundidade aos adversários baixando o bloco, ficando muitas vezes na expectativa.

Para esta tarde esperamos um Benfica a entrar forte no jogo tentando ir para o intervalo com um resultado já favorável. Esperamos nós que as boas exibições estejam de volta e façamos um bom jogo hoje.