Sálvio, Cervi, Rafa, Zivkovic, Diogo Gonçalves e Chris Willock. Tal como noutras posições, o excesso de opções é uma realidade: 6 jogadores para dois lugares poderia deixar alguém descontente, mas a realidade é que tanto Diogo Gonçalves como Willock (mais este) poderão (e deverão) jogar pela equipa B de forma a não ficarem parados, pelo que sobrarão 4 para duas posições.
Sálvio é o titular da ala direita e Cervi da esquerda. Se fôssemos nós a escolher, seria Zivkovic na direita e Rafa na esquerda. Só por aqui se pode perceber que há de facto muita qualidade nestas posições, sendo essa a razão que leva Rui Vitória a escolher o titular em função das variáveis do momento. Se isso traz vantagens (maior competitividade entre todos, maior frescura, etc.) também traz desvantagens (menor probabilidade de atingirem pico de forma, menos rotinas, etc.). O lateral que joga é uma das variáveis que ajuda a definir qual o extremo que jogará (pelo encaixar da forma de jogar um no outro), por exemplo, Sálvio foi titular quase sempre porque encaixava muito bem com Nélson Semedo.
Sálvio é um extremo que ainda não percebeu as limitações que a lesão no joelho lhe trouxe; se antes bastava atirar a bola para a frente e correr para tirar o defesa da jogada, agora já não o consegue fazer pois a sua capacidade de aceleração ficou bastante afetada. Tem na falta de leitura de jogo o seu maior defeito (como o vídeo aqui o comprova) e na facilidade de aproximação às zonas de finalização a sua maior virtude. Nenhum extremo neste plantel marca tantos golos como Toto e essa é a razão porque Rui Vitória o mantém no 11 titular.
Cervi conseguiu logo no 1º ano ser muitas vezes titular no Sport Lisboa e Benfica e obteve números bastante interessantes. Tem uma raça que nunca mais acaba e um pé esquerdo que não envergonha ninguém. A sua capacidade de finalização é também de realçar e é um jogador que não sabe jogar mal. Defensivamente apoia bastante o lateral esquerdo, uma evolução notória desde a sua chegada.
Zivkovic é um talento puro. Capacidade de desequilíbrio, velocidade, leitura de jogo, raça…o sérvio tem tudo para poder brilhar ao mais alto nível. O ano passado as lesões atrasaram a sua afirmação e a falta de confiança não lhe permitiu mostrar um dos melhores atributos que possui: a capacidade de fazer golos. Esperamos que possa ter a regularidade para mostrar o (muito!) que vale.
Rafa é tido por muitos adeptos como um dos patinhos feios da equipa. Existem quatro razões para isto: a sua fraca capacidade de finalização (que advém da atual falta de confiança e não de uma limitação técnica), a sua capacidade de ler o jogo e que muitas vezes o faz acalmar o jogo (quando o que o adepto quer é correrias pra frente!), o dinheiro que custou e a falta de capacidade dos adeptos em perceberem o jogo. Tudo isto junto, faz do melhor extremo do Benfica o patinho feio da equipa. O seu maior defeito nem é a finalização, é mesmo a falta de confiança atual que se traduz, por exemplo, nessa incapacidade de fazer golo em frente à baliza. O ano passado quando foi titular, foi por várias vezes eleito como o melhor em campo e quase sempre que joga, Rafa joga bem. Não faz é sempre o que o comum dos adeptos quer. Quando Rui Vitória finalmente decidir dizer ao português para cortar a barba (para cortar com o mau olhado ;)) e que faça o que fizer será titular, teremos Rafa a pertencer à coluna vertebral do 11 do Sport Lisboa e Benfica. Na ala esquerda, claro.
Diogo Gonçalves e Willock têm muito talento (especialmente o português) mas ainda não será este ano que deverão brilhar.

NOTA FINAL (0-10): 9 (nota 9 em 2016/2017)